sábado, 13 de abril de 2013

A piada do Auxílio-Reclusão

    Boas noites galera das internets!
    Hoje eu fui abordado pela graça da Camila, que tava reclamando SOBRE (e não DO) o auxílio-reclusão. Acho que todos nos deparamos com alguma coisa do gênero:

    De fato, é uma vergonha, isso não posso negar!
    É uma vergonha um trabalhador honesto ganhar R$ 678,00 e um presidiário ganhar mais de 4 mil reais por mês. Só que a vergonha maior é a galera sair promulgando por aí imagens como esta. Só prova que você é bem alienável e acredita em qualquer coisa que te empurram pela goela abaixo. A piada, aqui, é o brother que não se informa e sai arrotando pum por aí! Daí tem nossa amiga Camila (obrigado por chutar o traseiro dessa galera alienada o/) e me avisa que AINDA tem gente que acha que o rolê é bem esse mesmo, e não tem a capacidade de buscarem informações.
   Em 5 minutos é possível fazer uma pesquisa naquele site e procurar por "auxílio-reclusão", a pessoa é direcionada para o site da Previdência Social, e teremos acesso à seguinte informação: o auxílio, a partir de 01/01/2013 será de R$971,78 (valor máximo). Se acessarmos a lei Lei nº 8.213, de 24/07/1991, da PS, verificaremos que o benefício é concedido para alguns detentos, e está dentro das seguintes conformidades (ou seja, precisa cumprir as seguintes exigências):
    I) O auxílio não é dado ao preso, e sim aos familiares, tais que: II) sejam dependentes do detento, comprovadamente; ou seja: se o detento sustentava à casa com o salário do seu emprego, o Estado garante que a família receba o valor do salário do detento. E entenda por dependentes filhos menores de 18, esposa e inativos dependentes; independente do número de dependentes o benefício é o MESMO. III) O benefício apresenta mesmo valor do salário do presidiário. Ou seja, se ele ganhava R$700,00/mês, o benefício será de 700 reais e será entregue aos familiares pela Caixa Econômica Federal. E se o detento ganhar um valor superior a este salário, antes de ser preso, a família não tem direito; bem como o benefício não é dado para famílias que são independentes da verba do detento.

    Pode-se dizer que isso trata-se de uma injustiça, mas aí eu coloco uma pergunta para o indivíduo que ainda acha tal benefício desnecessário: qual crime a família de um detento cometeu, para ser privada de seus benefícios? Vivemos em uma democracia, e há igualdade de direitos entre os cidadãos, seria inconstitucional deixar uma família dependente passando fome! Isso não é nada além do sistema apoiando quem precisa.
    Não é correto retirar a fonte de renda de dependentes, sem que haja uma maneira de permitir que eles sejam apoiados.

    Em resumo, a explicação: O Auxílio-Reclusão não muda de valor de acordo com a quantidade dos filhos, o valor (máximo) é reajustado todo ano, nunca superior a 1,5 vezes o salário mínimo e só é garantido para presos que trabalhavam antes; o benefício é dado para os familiares e não para o detento e, por fim, isso é feito porque é anticonstitucional privar dependentes da fonte de renda, quando os mesmos não cometeram nenhum crime.

    Explanação rápida e desanimada, pq to com uma gripe desgraçada e minha vontade de escrever tá ceifada.

    Até a próxima o/

domingo, 7 de abril de 2013

HQ [2]: Uma síntese da história da humanidade, na visão do humano médio.




Talvez meio reduzida, talvez meio parcial, mas acho bem próximo de como o homem se põe perante à sociedade, ao longo da construção da mesma.

Imagem retirada de http://obviousmag.org

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

E finda 2012

    Bom dia, seus lindos leitores! Quero deixar minha mensagem de final de ano para todos os que lêem e não lêem este blog, mas foram sacaneados pelo Facebook e caíram aqui =)

    Acabou 2012, o que não é segredo pra nenhuma pessoa. É fácil olhar no calendário - se você está lendo, tá em um computador e pode arrastar o mouse pra cima do relógio, se não estiver usando algum sistema operacional ou aplicativo que mostrem constantemente a data.
    Acabar um ano a mais, um ano a menos talvez não faça diferença. Esse é o último dia do ano, mas sobrevivemos a tantos outros dias... Mas por algum motivo, tornamo-lo especial, comemorativo. Dispendemos tempo, dinheiro e nosso esforço elaborando uma festa de transição do período que denominamos ano.
    Enquanto centenas de milhares de pessoas fazem promessas, tentam mandingas e simpatias, fé em superstições e resoluções de ano novo, prevendo um 2013 melhor, eu vejo 2012.
    Vejo meus erros, meus tropeços, minhas inconveniências e mancadas. Vejo meus podres, meus passos errados, meus pecados, a preguiça que deixei me tomar e o quanto ela me prejudicou. E não faço nenhuma promessa, não creio em superstição. Afinal, são tantos os dias que sobrevivemos...
    O ano acaba depois do fim do mundo, e junto com ele acabaram-se muitas esperanças, muitas vidas; e tivemos muitas perdas importantes (mas falar de coisa ruim é chato).

    Mas está enganado quem acha que espero um novo ano ruim.
    Olho meus erros para tentar aprender, para saber onde não cair mais. Não faço promessas para não descumprí-las. Não tento superstições por acreditar que uma mudança na vida depende só de nós mesmos, e não de sorte. Precisamos erguer a cabeça e fazer o novo ano.
    Não esperemos que o ano novo traga uma maré nova, façamos esse ano ser realmente novo. Lutemos pelos nossos sonhos e vontades. Que aprendamos a ser mais tolerantes, mais pacientes. Que deixemos as raivas, os preconceitos, os males para trás. Que saibamos viver melhor, darmos asas a nossos sentimentos. Que respeitemos os coleguinhas, e os que não são coleguinhas também! Porque cada um tem o direito de gostar ou não de alguém ou de alguma coisa, mas todos temos o dever de respeitar tudo que nos é igual ou diferente. E o mais importante: QUE SEJAMOS FELIZES.

    Que esse novo ano que já começou no coração de todos faça deste mundo um lugar melhor para todos! Um feliz 2013.
Beigos e abraços =)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

21-12-2012 e o fim do mundo

    Não é de se espantar que eu ainda esteja aqui, já que o mundo não acabou.
    Vimos, nesses últimos tempos, como é poderoso o poder de um boato, sobre uma profecia mal-interpretada de um povo cuja cultura está extinta, embora haja indivíduos remanescentes. A história do fim do mundo foi tão intensa que algumas pessoas realmente fugiram dos locais onde vivem, estocaram recursos e tentaram se colocar em locais que acreditavam ser protegidos de quaisquer males que possamos enfrentar.
   
    A crença do fim do mundo é algo recorrente, presente em todas as religiões, comum a todas as populações. É algo tão presente quanto a morte.
    Não conseguimos entender o quão orgânica é a sociedade e tornamo-a uma vida como a nossa - que tem que ter um fim. Datamos nossas vidas, estipulamos prazos, colocamos um ponto final em todo dia, semana (e quem não quer o fds?), o mês (pra chegar logo o salário), o ano (e todas as promessas de que seremos melhores no ano seguinte), o século (e as invenções que virão) e os milênios e suas novas eras. O mundo TEM que acabar, em nossa concepção.
   
    E tem mesmo. Mas não to falando sobre catástrofes, apocalipses zumbis, invasão alien, dinossauros com pistolas... ou quem sabe mais o que a galera consegue ver. Falo sobre acabar o mundo, como já acabou N outras vezes.
    Rompemos com correntes filosóficas, costumes que julgamos inadequados, modismos, literaturas, governos, entre tantas outras coisas. E renascemos fortes, ou pelo menos mais fortes do que éramos - claro, ao nosso ver. Criamos uma nova barcaça de ideias, esperanças e podres, transmitindo às futuras gerações essa nova gama de objetivos e lugares a serem atingidos. Evoluímos.

    Há alguns milhares de anos percebemos e entendemos que haviam quatro estações e aproveitamos isso para que desenvolvêssemos a agricultura, e assim pudemos fixar moradia, ter um local onde ficaríamos todo o tempo. Construímos nossos primeiros LARES, e aí surgiu a propriedade privada. Os primeiros bens duradouros e o mundo, como conhecíamos, acabou.
    Passados mais uns tempos, já com a ideia de casa e família desenvolvida, reparamos que nem todas as trocas eram justas e justificadas, então desenvolveu-se um sistema monetário, afim de facilitar as transações de bens. Pedaços de metais, jóias preciosas, tudo era usado nesse escambo pelo que seria necessário.
    E veio a escrita. Documentar tudo o que era visto, por nomes nos bois, contar a história (do vencedor). Ferramenta utilizada por quem dominava - tanto é que por muito tempo o conhecimento da escrita se manteve nas mãos de uma pequena elite. Chegamos ao fim da pré-história, e agora éramos uma civilização 'culta' e estabelecida. Quem escrevia a história assim fazia para que seus interesses fossem preservados. Colocamos um fim no que veio antes, e o mundo, como era, tinha acabado.

   Democracia, surgida na Grécia, nas antigas Polis, a justiça para com o indivíduo. A civilização egípcia e a criação do papel, facilitando a escrita, o império romano, a queda do mesmo, instauração da igreja (e agora, com ela, a noção ocidental de fim do mundo); a determinação da igreja por adotar um bro chamado Jesus como marco zero dos anos, o feudalismo, renascimento (e alguns gênios como Da Vinci que trouxeram um nova luz tecnológica ao mundo), iluminismo...
    Foram tantos fins de mundo, tantas coisas que mudaram TANTO nossa vida e de fato foram fins do mundo como o conhecíamos.

    E aí veio a revolução industrial. E a capacidade do homem de criar. Em massa.
    Tivemos acesso a meios de produção muito mais eficazes, reduzindo trabalhos de 1 mês pra poucas horas. E com isso a necessidade de matéria-prima em grandes quantidades. Alimentado pela nossa vontade incessante de ter mais conforto, mais qualidade, mais dinheiro (que agora já se tornava a força-motriz mais poderosa do mundo, deixando até o lado bélico para trás!), mais e mais e mais e mais.
    E isso espalhou-se pelo mundo. Houve umas tentativas de atenuar a exploração, não permitindo o uso de força de trabalho infantil e reduzindo a carga horária - e assim foi feito. E tudo correu como bem conhecemos, chegando a este cenário onde consumimos 3-4x mais do que o mundo pode nos fornecer, nesta bomba relógio sócio-ambiental.

    Estamos, então, nos dias atuais, onde há tecnologia e informação. Saúde, qualidade de vida, conforto... Tudo como não tínhamos há milhares de anos. Mas vimos alguns traços dessa cultura milenar muito fundos, como pessoas se permitindo explorar, trabalhando muito mais do que deviam, com 2-3 empregos. Ou a democracia agindo de forma falha, bem como era na Grécia antiga (o conceito é lindo, mas não condiz com nossa realidade atual), os feudos continuam existindo (de uma maneira sutil, mas é só olharmos pra multinacionais que derramam os territórios feudais em locais separados, mas seus trabalhadores continuam vivendo por estas empresas e consomem muitos produtos da mesma - vide Unilever), continuamos buscando ter mais e mais, a escrita continua nas mãos de uma pequena parcela da sociedade (já viram como a grande massa sabe ler? Analfabetismo funcional na maior parte da população! E se tomarmos 'escrita' como 'conhecimento+entendimento' isso, de fato, estará nas mãos de pouquíssimos).

    Talvez seja a hora do mundo acabar mesmo. De todas essas correntes de conceitos e preconceitos serem rompidas. De deixarmos essas pesadas algemas de preguiça de lado. De mudarmos nossos conceitos, nossas visões. De entendermos que a busca não deve ser por uma religião definitiva, pelo produto mais moderno, pelo país mais forte e sim pelas pessoas mais felizes, mais saudáveis, de bem consigo mesmas. Entendermos que o poder não é de um governo, mas sim das pessoas, e que o conhecimento trás poder, que o povo junto muda o que quiser. Entendermos que o fim do mundo é decretado por nós, quando quisermos, assim que compreendermos o que realmente queremos, e não mais perseguirmos ideias milenares e obsoletas. Busquemos ser felizes e respeitar os coleguinhas, e o mundo será um lugar melhor, e terá acabado... Como o conhecemos! =]

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

HQ [1]

Dica do dia: quadrinhos são ótimas ferramentas de exposição de ideias!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Homofobia



E então a gente se depara com a cena. Dois caras se beijando. A reação de alguns é um repúdio imediato, em forma de transfiguração do rosto, fazendo caretas ou comentários maliciosos. Alguns acusam de não ser de "deus". Alguns não ligam. Alguns zoam. Alguns fingem que não viram, e guardam alguma coisa negativa daquele. É difícil alguém que encare com naturalidade.

Mas uma criança, desde que não tenha sido alienada pelos pais sobre o lado sexual, e que ainda está livre de conceitos, encarará aquilo com naturalidade. Não verá problema algum.

É da preferência da pessoa, de cada indivíduo, o que gosta, ou o que faz entre quatro paredes. Não tem a ver com frescuras, com má-criação. Ou o que falaríamos sobre japoneses que gostam de loiras, ou loiras que gostam de negros (o certo seria preto, mas já falei isso, acho), ou os negros que gostam de ruivas, ou as ruivas que gostam de (...); não importa a preferência. Mas parece haver menos relutância em pessoas que praticam zoofilia aos gays!

Pessoas que "transam" com vegetais, animais, ou bonecas... São tratados com normalidade. Quem se fantasia durante o sexo, também é visto com normalidade. Então QUAL O PROBLEMA DA PESSOA ESTAR COM ALGUÉM DO MESMO SEXO?

Esse repúdio todo data dos gregos que, quando jovens aprendizes, eram forçados a dormir com seus mestres, afim de obter favores, acesso ao conhecimento, melhor treinamento como soldados, entre quaisquer outros favores - e esse ódio foi reprimido e transmitido hereditariamente pelas gerações, implícito, até se manifestar nos dias de hoje.

Não se tem a ver com má índole da pessoa! O que te faz gostar mais de verde do que de branco? Ou de brigadeiro mais que beijinho? Ou de filmes de ação do que suspense?

Você não consegue gostar de alguém do mesmo sexo? Se você é homem, não tem um amigo, a quem abraça, dá tapinhas nas costas, por vezes até no bumbum? Se você é mulher, não tem aquela sua amiga que experimentam roupas no mesmo quarto, confessam segredos?

E você, como homem ou mulher, não consegue distinguir um cara bonito de um cara feio - ou uma mulher gatona de uma mais sem graça? Se não conseguem isso, vocês tem um problema sério de preconceito. É como torcer pro Palmeiras e achar que todos os jogadores do Santos são ruins. É alienação. Todos nós conseguimos.

Do mesmo jeito que você, homem, consegue achar um cara bonito e você, mulher, consegue achar uma mulher bonita, há pessoas que não só acham bonito, como se sentem atraídos por pessoas do mesmo sexo. É preferência - e PONTO!

A homofobia nem sempre está explícita. Muitas vezes está guardada em pequenos atos, sinais meio imperceptíveis, ou tão guardados que nem quem sente percebe. Temos que ter o cuidado, e abrir nossa mente.

Muitos dos gays que conheço são profissionais excelentes, os melhores do setor, ou estudantes excepcionais. Tem que ser os melhores, para serem reconhecidos na sociedade, e não serem "exilados" ou marginalizados.

Não há mal algum em uma união de dois cidadãos homo. Aliás, há algumas vantagens, pois teremos um casal apto a cuidar de crianças que não tinham lar, mais dinheiro no mercado interno, pois teremos mais famílias (mesmo de duas pessoas, é uma família, vai procurar um imóvel, mercado imobiliário e talz), entre N outros fatores que por ignorância e preguiça de pesquisar sobre, paro por aqui.

Então me digam, qual o problema com vocês, homofóbicos? Um hábito milenar que não leva a lugar algum, sem motivo concreto? Isso é inveja? Medo de sentir atração por pessoa do mesmo sexo? Me poupem. Sejam racionais! O mundo precisa evoluir!
=/

Aposto que ninguém consegue mostrar o contrário pra mim. Podem até tentar argumentar, e estou aberto aos debates o/

sexta-feira, 16 de março de 2012

O Brasil e a nova TekPix®

   Olá meu escassos leitores! Venho agradecer as 3000 visualizações do blog desde sua origem (Janeiro do ano passado). É bacana ver que o blog tem uma certa movimentação. OK que é pequena - blogs de conteúdo humorístico atingem 10-15 mil visualizações por dia . Mas neste post vou conversar um pouco sobre isso... Mas quer saber? Chega de falar do Estopim, vamos falar da Nova TekPix!!!


   Ela é a única filmadora 7 em 1 do mercado (ou pelo menos é o que eles querem que você acredite). Filma em qualidade digital, tira fotos de até 12 MP, grava sons, serve de web cam, função pendrive, mp3 e mp4 player! É tipo um celular que não faz ligação, desses mais modernosos.
   O interessante é que ela custa quase mil reais (R$958 e uns quebrados, à vista), e tem gente que compra.




  • A TekPix e a Propaganda
   O produto não é exatamente bom. Nem necessário. E é caro. E por que compramos, afinal?
   A propaganda foi uma das invenções mais eficazes do homem; já fez e ganhou guerras, já salvou economia de países, já. Um exemplo medonho da força da propaganda, abaixo:
   Na cabeça de um adulto já faz estrago. Agora imagina isso sendo apresentado para crianças... Não precisa ser um gênio para perceber que, se em 1943 a propaganda já estava nesse nível, em quase 70 anos ela avançou - e muito - o suficiente para fazer uma senhora "lavagem cerebral" na cabeça de gente grande. E somos impelidos a fazer coisas que não são nem um pouco vantajosas, como comprar uma TekPix. Nada contra, mas nunca conheci um consumidor feliz do produto...


   A Propaganda trouxe um novo conceito de vida, junto com o século XX, impulsionada pelo uso de recursos inovadores: o rádio e a televisão.
   A televisão, aliás, é um monstro: ocupa nossa visão e audição, que são responsáveis por mais de 3/4 de tudo que, conscientemente, repassamos ao cérebro. Logo, ocupa mais de 75% da nossa cabeça, sobrando pouco para analisarmos a veracidade e a coerência das informações repassadas por este meio. Fica fácil repassar uma mentira assim.


   Com essa nova possibilidade e abrangência de recurso de mídia, surgiu um novo conceito...




  • A Cultura de Massa
   Podemos dizer que há uma simbiose entre a cultura de massa, a mídia da propaganda e o que isso gerou, chamado de pós-modernidade (no sentido empregado por Stuart Hall e Gilles Lipovetsky, explico mais tarde). Mas tentemos entender como funciona isso, para continuarmos na análise.
   A arte diverge em ramos distintos. Parte torna-se elitizada. A outra parte teve um tratamento de globalização e foi instituída de alguma forma, como um padrão mundial, o qual fomos induzidos a seguir como o bom. Trata-se de uma música (ou seriado, ou filme, ou *insira aqui manifestação artística popular*) que é amplamente divulgada pela mídia, ao mundo todo, e vira uma espécie de moda em muitos locais. Vejamos o exemplo sensação do verão 2012, nas suas diversas formas:
a original
inglês
alemão

espanhol
   OOOOOOOOOOOOOOOK, paremos por aqui!

   Acho que foi um dos primeiros sucessos brasileiros a cair na cultura de massa (também chamada de cultura pop). Houve uma época em que exportávamos bossa nova e MPB, mas isso foi para o ramo elitizado. Apenas pessoas com mais posse têm a oportunidade de frequentar locais que sejam oferecidos outros tipos de música.
   E, como todo bom humano, temos preguiça de correr atrás, já que tem um mundo sendo despejado em nosso colo, e acabamos por acatar. O modo com que isso é apresentado para nós faz com que ignoremos totalmente ou parcialmente algumas artes, como o teatro, shows de pequeno porte, artes visuais (das mais antigas, como esculturas, telas), por serem pouco rentáveis ao mercado. 
   O entretenimento virou uma indústria. E como aprendo na engenharia: uma indústria tem que produzir e fazer o marketing necessário para vender um produto barato, de qualidade duvidosa e ao maior número de pessoas, para obter o maior lucro. Basta seguir esta fórmula para chegarmos a este ponto. Temos artistas que tem potencial para fazer músicas decentes, nada triviais, mas são impelidos pelo mercado a fazer o lixo artístico, para ganhar dinheiro (é como aquela conversa de Sócrates e Polemarco, em "A República", de Platão, sobre o bom profissional e sua definição, há milhares de anos, e o dinheiro corrompendo a galera desde lá...). O interessante é ver como esse tipo de arte é recursiva e metalinguística: ela fala sobre si mesma, e diz como ela é boa, e como ela faz as pessoas felizes!!! Acompanhada de uma dose de globalização, afinal, party rock é legal em qualquer canto do mundo. (Cada música/filme Vejamos:



   (UAU! Legal ser Party Rock, não? Prontos para dançar e serem legais?)
   Caímos então no conceito da cultura pop, ou cultura de massa, onde há um certo movimento contra-artístico, que é o principal induzidor de um novo estado da sociedade, proposto por S. Hall e G. Lipovetsky, que eu citei acima, chamado...


  •  A Pós-modernidade
   Minha suposição, que espero que considerem após ler esta explanação, do real estado dos Estados ocidentais ou ocidentalizados. Induzidos pela mídia geral, trata-se de um movimento de vários setores. Temos produtos (como a nova TekPix), músicas (tipo Michel Teló, só que de todos os cantos do mundo), programas de televisão mostrando como viver nessa sociedade é bom e como podemos nos encaixar.
   De um modo bem grosso posso dizer que enxergo na nossa sociedade algo próximo às castas indianas: nós nos tornamos, por conta, classes. Fizemos uma rotulação espontânea entre as camadas sociais aliadas às etnias e escolaridade (algo assim: se vemos um branco feio e pobre, é um coitado; um preto feio e pobre - normal, remete às origens da nossa sociedade, onde pretos eram escravos; se é branco e rico, normal; se é preto e rico, deve ser muito bom no que faz - já que os brancos não precisam ser tão bons assim, pelo jeito, ou por serem naturalmente bons ou porque a sociedade dá todas as condições para um branco emergir...). Quem é pobre, será pobre, já que não tem como sair da favela. Quem é rico, vai mostrar que é rico, roubar os pobres na cara dura - eles não percebem, ou se percebem estão tão acomodados que não irão lutar. 

   Esse comodismo é dado pelos conceitos de valores de uma sociedade pós-modernista, onde a globalização diminui as culturais regionais, usando da Cultura de Massa para sustentar essa visão de mundo. Supondo que estamos alienados e nossa mentalidade está focada no que dão para a gente, fica fácil redigir todo um novo código de ética/moral, dando novas enfases para velhos conhecidos. Podemos dizer, dentro do conceito de pós-modernidade que temos como prioridades a ética hedonista (cultura de venerar o prazer imediatista, a total ausência de dor e o bem estar para o maior número de pessoas possível - lembrando que o conceito de bem-estar individual e grupal foi MANIPULADO pela cultura de massa, logo, você percebe que quem tá na lama não quer sair dela por puro comodismo - logo, tem seu bem-estar garantido), o individualismo (para evitar a união dos indivíduos, trabalha-se com o lado individual, mostrando que ser um indivíduo único é muito bom. Acontece que desunidos, ninguém lutará pela melhora de sua condição; além de exacerbar o egoísmo), o consumismo (vamos comprar produtos desnecessários para que tenhamos bem-estar; vamos comprar este MEIO DE VIDA) e a fragmentação do tempo e espaço, demarcando bem as horas, forçando-nos a seguir o tempo e fragmentando nosso espaço, onde cada casa é uma e única... só para dificultar ainda mais o agrupamento de pessoas que pensem fora disso.

   Copiarei um trecho de um artigo interessante:

"Em "A Identidade cultural na Pós-Modernidade", Stuart Hall (2003) busca avaliar se estaria ocorrendo uma crise com a identidade cultural, em que consistiria tal crise e qual seria a direção da mesma na pós-modernidade. Para efetivar tal intento, analisa o processo de fragmentação do indivíduo moderno enfatizando o surgimento de novas identidades, sujeitas agora ao plano da história, da política, da representação e da diferença. A preocupação de Hall também se volta para o modo como haveria se alterado a percepção de como seria concebida a identidade cultural. Todos esses aspectos constituem-se como fases de um procedimento analítico que intenta descrever o processo de deslocamento das estruturas tradicionais ocorrido nas sociedades modernas e pós-modernas, assim como o descentramento dos quadros de referências que ligavam o indivíduo ao seu mundo social e cultural. Tais mudanças teriam sido ocasionadas, na contemporaneidade, principalmente, pelo processo de globalização.
A globalização alteraria as noções de tempo e de espaço, desalojaria o sistema social e as estruturas fixas e possibilitaria o surgimento de uma pluralização dos centros de exercício do poder. Quanto ao descentramento dos sistemas de referências, Hall considera seus efeitos nas identidades modernas, enfatizando as identidades nacionais, observando o que gerou, quais as formas e quais as consequências da crise dos paradigmas do final do século XX.
Desde a década de 1980, desenvolve-se um processo de construção de uma cultura em nível global. Não apenas a cultura de massa, já desenvolvida e consolidada desde meados doséculo XX, mas um verdadeiro sistema-mundo cultural que acompanha o sistema-mundo político-econômico resultante da globalização.
A Pós-Modernidade, que é o aspecto cultural da sociedade pós-industrial, inscreve-se neste contexto como conjunto de valores que norteiam a produção cultural subsequente. Entre estes, a multiplicidade, a fragmentação, a desreferencialização e a entropia - que, com a aceitação de todos os estilos e estéticas, pretende a inclusão de todas as culturas como mercados consumidores. No modelo pós-industrial de produção, que privilegia serviços e informação sobre a produção material, a Comunicação e a Indústria Cultural ganham papéis fundamentais na difusão de valores e idéias do novo sistema. ".


Ou seja...
   Estamos vivendo em uma época onde fomos forçados, pela indução da propaganda, a nos marginalizar da sociedade e sermos conduzidos como marionetes, embora nos seja transmitida a noção de individual e de bem estar. Acreditamos que estamos vivendo na liberdade quando estamos presos a um conceito surreal de felicidade.

   Por vezes temos atitudes das quais não nos orgulhamos, mas somos postos a prova pela sociedade para que façamos. Pessoas, para serem diferentes, ou demonstrarem ferrenhamente sua personalidade, se tatuam, colocam piercings, mutilam o próprio corpo - e chamam isso de bem-estar (nada contra, é até bonito na maior parte dos casos, salvo casos exagerados).
   E se estamos felizes, porque vamos lutar pela mudança? Não se trata só de uma questão social. Em todos os ramos da sociedade nos acomodamos. Somos consumistas sem noção do social, sem noção política! Mudaram tanto nossas raízes que perdemos toda nossa memória sócio-política! Não temos mais bases, referências! Como podemos lutar desarmados de nosso senso? Não só do bom senso, mas com o senso comum, nosso principal canhão, virado para as estrelas (as Hollywoodianas, geralmente...) ??? Alguns buscam refúgios em grupos, mas não percebem que estão sendo manipulados pelos mesmos crápulas que se dizem diferentes (NÉ DCE?... Como uma sigla de 3 letras que não usa mais do que o intervalo entre a 3ª e a 5ª letra do alfabeto pode ser um grupo tão estúpido, formado por pessoas tão inteligentes?)


   Tá insatisfeito(a)? Então vem comigo, que a gente vai mudar um pouco isso, bem devagarzinho, mas vamos nos ajudar para sair dessa alienação doida do mundo =P




Sei que to devendo uma continuação da batata e os cinco macacos. Uma hora arregaço as mangas e parto pra frente. Por enquanto falta incentivo. As pessoas pararam de ler e discutir sobre os assuntos, eu desanimei. E nenhum dos colaboradores está na ativa, o que dificulta as coisas... Vamos ser um pouco mais ativos, galerê???