sábado, 8 de janeiro de 2011

O quase orgulho de ser sumareense...

Boa noite meu povo, minha pova!
Devido à iminência da situação de catástrofe constante, resolvi reclamar um pouco. Não que eu seja ranzinza, mas procuro deixar o bom-senso me guiar, e como prometido o post de hoje à noite, aqui o farei.

Para quem não me conhece, meu nome é Otávio, meu apelido é Voodoo ou vudu, ou vud, escolham! Tenho 19 anos, em 2011 curso o terceiro ano de Engenharia de Alimentos na FEA - Unicamp, curso noturno. Gosto de rock - mais pra ala dos metais da vida (não famílias 1 e 2 A, ok?). Gosto de cozinhar, sou meio desajeitado, inconveniente e tímido. Tudo isso é irrelevante para todos nós, eu sei, mas precisava fazer a introdução ao tema. Sou sumareense. Sim, moro em Sumaré, cidade pertencente à Região Metropolitana de Campinas, responsável por quase 3% do PIB nacional (uns 70 bilhões/ano), onde há aproximadamente 2,8 milhões de habitantes.

E Sumaré? Em área, é a segunda maior cidade da RMC, com uns 240 mil habitantes. E o que tem aqui de importante? Bem, temos algumas empresas, a citar:

  • 3M
  • Honda
  • Pirelli
  • Villares Metals S.A
  • Amanco
  • CNAGA
  • Wabco
  • Mercurio Transportadora
  • Medley Genéricos
  • Buckman Química
  • PPG Tintas
  • Pastificio Selmi
  • Cicalfer Cimentos
  • Textil Assef Maluf
  • Transitions Opticals
  • Sherwin Willians Tintas
  • Sata Brasil
  • Schneider Electric

Talvez conheçam boa parte destas empresas, que fornecem muitos empregos aos residentes da região, reduzindo bastante as taxas de desemprego.
Parece bom, não? De fato, é.
Então, depois dessa enxurrada de oportunidades, nos perguntamos: COMO Sumaré, com esta verba toda de impostos recolhidos por tantas empresas, foi a primeira cidade da RMC a declarar estado de EMERGÊNCIA pelas chuvas que causam prejuízos de mais de 7 milhões. E pra onde as pessoas que perderam casas vão? Ser abrigadas em pátios de colégios por quanto tempo?

Não critico a administração atual da cidade, pois o problema não é de cunho recente. Se estudarmos um pouco sobre o município, veremos que toda sua infraestrutura, principalmente relacionada à distribuição de água, é muito antiga e precária. O ano de 2009, por exemplo, sofremos muito em casa com a falta de água. Chegamos a ficar 10 dias sem água nas torneiras!

E as enchentes? Culpa do Bacchim? Não. A culpa é de todos nós. Ao invés de reclamarmos de ruas mal-asfaltadas seria de muito boa vontade reclamarmos nosso direito sumareense de termos uma cidade com uma política de segurança ambiental. As enchentes provêem de anos de um rio onde todos atiram excrementos nele, sem nenhum tipo de tratamento, poluindo o meio ambiente e assoreando o rio. É necessário uma desassoreamento imediato da região, e implantação de uma mata ciliar, pra evitar essas erosões que reduzem a profundidade do leito do rio. Que todos os sumareenses tomem ciência disso, e vamos tentar fazer um abaixo-assinado ou qualquer coisa do gênero, uma pressão, que seja, para que a prefeitura bote um trator-guincho para desassorear o Quilombo, assim vai se evitar as inundações (a curto prazo), e implantando um cultivo de mata ciliar, estaremos longe deste problema. É simples. E barato.

Além disso, as áreas que foram inundadas, em boa parte dos casos, foram em áreas mananciais, áreas onde não se poderia efetivamente construir casas. Falta uma orientação a estas pessoas, feita por algum tipo de órgão ... privado ou governamental, para que entendam o porquê de não construírem ali.

Outro aspecto a ser tomado é: precisamos de uma estação de tratamento de esgoto. Não queremos jogar cocô e xixi no rio, onde um monte de peixes moravam outrora, certo? Imagina vc no sossego do seu lar.... e de repente alguém vai lá e urina na sua cabeça! É de desolar!!!
Mas aí são outros 500, até chegarmos a esse ponto.
Deixo aí minha observação sobre essa situação "disgusting" que vivemos.
Torço para melhoras.
abraços aos leitores.